Você é um dos milhares de bacharéis em Direito que acabaram de se formar e já decidiu que não quer enfrentar aquela rotina de ir diariamente ao fórum, de monitorar prazos de processos, de preparar defesas. Mas o que fazer com o diploma pelo qual lutou tanto para conseguir, depois de 5 anos estudando arduamente?

Talvez, você pense até em desistir e partir para outra área, mas, calma! Existem muitas — e excelentes — opções para que você utilize seu título e seus conhecimentos sem ter que se tornar um advogado na área particular.

Neste artigo, vamos mostrar 7 opções interessantes para você se decidir sobre o seu futuro na área jurídica.

Analista de tribunais

A melhor opção para quem está terminando o curso de Direito e quer ingressar no serviço público é a de Analista Judiciário. As duas principais especialidades oferecidas pelos tribunais são de Analista Judiciário — Área Judiciária e Analista Judiciário — Oficial de Justiça.

O primeiro trabalha diretamente no acompanhamento de processos, publica despachos, faz atendimento ao público, entre outras funções ligadas a processos. Este profissional, também, pode trabalhar como assessor de juízes, elaborando votos e despachos. Para se candidatar a uma vaga, é necessário ter o diploma de bacharel em Direito registrado e reconhecido pelo MEC. A remuneração média mensal para um analista hoje está em torno de R$ 9 mil.

Já o Analista Judiciário com a especialidade Oficial de Justiça executa mandados, prisões, arrestos, penhoras e demais ordens judiciais. É, basicamente, uma atividade externa, com cronograma e tempo controlados pelo próprio servidor. Este ofício, também, exige diploma de bacharel em Direito e tem remuneração média de R$ 11 mil.

Os concursos para Analistas Judiciários são constantes em todos os tribunais, sendo alguns deles o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), o Tribunal de Justiça (TJ), o Tribunal de Contas (TC), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Advocacia pública

Uma boa pedida para quem não quer trabalhar como advogado na esfera privada é a advocacia pública. Ela é dividida em 3 carreiras, sendo as de Advogados da União, Procuradores Federais e Procuradores da Fazenda Nacional.

Esses profissionais atuam, basicamente, na defesa dos interesses da União, sendo que os Procuradores da Fazenda atuam defendendo os interesses tributários, os Procuradores Federais defendem os interesses das autarquias, das agências e de outras entidades da administração indireta e os Advogados da União trabalham na defesa dos interesses da administração direta.

O salário está por volta de R$ 18 mil e, para se candidatar aos cargos, é preciso registro na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), além de 2 anos de prática jurídica.

Magistratura

Se você é o tipo de pessoa que gosta de decidir, ser juiz pode ser a melhor alternativa. O déficit desses profissionais no país é enorme, já que, anualmente, ocorre a abertura de novas varas em todos os tribunais, além de uma grande quantidade de aposentadorias.

Você pode ser um juiz federal, que atuará julgando ações em que a União e sua administração indireta sejam partes interessadas, além de ações referentes à nacionalidade e à naturalização, aos direitos indígenas, às organizações internacionais, dentre outros assuntos de interesse nacional.

O salário gira em torno de R$ 25 mil, sendo necessários também 3 anos de atividade jurídica para quem pretende pleitear cargo. Para juiz estadual, os requisitos são os mesmos, mas a atuação ocorre na resolução de conflitos entre pessoas, sejam elas físicas ou jurídicas.

Defensoria

A área de Defensoria Pública tem crescido no Brasil, principalmente, com a recente abertura de unidades pelo país, bem com a estruturação dos cargos e dos salários da área administrativa e com a melhora nos centros de atendimento ao público.

Ingressando nessa carreira, você atuará na orientação jurídica gratuita para as pessoas que se declararem sem recursos para a contratação de um advogado. A média de salário, tanto para defensores federais, quanto para estaduais, fica em torno de R$ 18 mil. É necessário, também, ter 2 anos de prática jurídica comprovada.

Promotoria

Uma das carreiras mais cobiçadas do serviço público é a de Promotor de Justiça, um profissional que defende os direitos da sociedade. Por isso, também é um cargo com grande concorrência.

É necessário ter 3 anos de prática de atividade jurídica para ingressar no cargo. Entre suas funções, estão as de defender os interesses sociais e individuais chamados de indisponíveis, tais como a vida e a família, bem como o direito à saúde, infância e juventude, direito dos idosos, entre outros.

Os promotores públicos têm direito à vitaliciedade (não podem perder o cargo) após 2 anos de exercício da função. Os cargos podem ser encontrados em nível federal e, também, estadual. O salário é de cerca de R$ 22 mil.

Delegados de polícia

Ser delegado de polícia na esfera federal, estadual e civil é para quem gosta de ação. O delegado civil atua na polícia judiciária, primordialmente, na segurança pública e na preservação da ordem.

O delegado estadual preside inquéritos e elabora autos prisões em flagrante, entre outras atividades mais de cunho administrativo. Já o delegado federal trabalha, entre outras coisas, com investigações e prisões relacionadas com questões comotráfico internacional de drogas.

O salário de um delegado da Polícia Federal fica próximo de R$ 17 mil. Para se candidatar, é necessário ser bacharel em Direito.

Docência

Se você tem aptidão — e paciência — para ser professor, esta é uma área a ser considerada, já que a oferta de cursos pelo país tem aumentado bastante e a exigência de ter, pelo menos, o curso de mestrado diminuiu a oferta desse tipo de profissional no mercado. Vale a pena considerar essa opção, se não para agora, mas, quem sabe, para o futuro.

As dicas acima não chegam a ser um vade mecum das carreiras jurídicas alternativas à advocacia particular, mas, certamente, te ajudarão a encontrar um caminho quando for realmente se decidir.

Quer dar sua opinião sobre as opções de atuação para bacharéis em Direito que não querem ser advogados? Deixe seu comentário e vamos falar sobre o assunto!