Um relatório divulgado pelo Programa Internacional para o Estudo dos Oceanos (IPSO) alertou que a saúde dos oceanos está sendo mais afetada pelo aquecimento global do que poderíamos pensar.

E ainda assim, ele está atuando como um verdadeiro escudo para o nosso planeta contra as altas temperaturas, como mostra o Congresso Internacional de Conservação em um relatório comentado pela revista Exame.

Sem dúvidas, precisaremos de mais profissionais capacitados para proteger a riqueza de nossos oceanos. E o oceanógrafo exerce funções fundamentais nesse processo, articulando saberes multidisciplinares para diminuir o impacto de empresas e da sociedade civil sobre a biodiversidade marinha.

E aí, quer se aventurar pelos sete mares profissionalmente? Continue lendo este post e conheça as muitas possibilidades da Oceanografia!

O que faz um oceanógrafo?

Grosso modo, a oceanografia é a ciência que pesquisa as características dos mares, rios, lagos, oceanos e zonas costeiras, abrangendo desde as suas descrições físicas até a interpretação de fenômenos.

O oceanógrafo investiga também a interação desses ambientes com os continentes e a atmosfera. Em outras palavras, animais, vegetais e processos marinhos fazem parte da rotina desses profissionais!

E, para estudar tudo isto, o oceanógrafo coleta, analisa e interpreta dados sobre as condições químicas, físicas, geológicas e biológicas dos ambientes aquáticos. E atua também em projetos de saneamento de áreas costeiras, analisando a composição das águas.

Além isso, o profissional pode ainda desenvolver técnicas de exploração dos recursos naturais e minerais dos mares, avaliando os efeitos das atividades humanas nos ecossistemas.

Qual deve ser a formação de um oceanógrafo?

Para ser um oceanógrafo, é preciso estudar Oceanografia, ou Oceanologia. De forma geral, o curso contém disciplinas ligadas à matemática, química, biologia, física e geologia.

Essas disciplinas se tornam presentes no cotidiano do profissional quando ele lida com análises físico-químicas, quantitativas, qualitativas, gráficos e tecnologias de ponta para mensuração das características dos oceanos.

Além disso, o manejo de recursos vivos, bem como a tecnologia de pesca e a poluição marinha, também envolvem a multidisciplinaridade. E a navegação também é uma atividade inerente no dia a dia do oceanógrafo, e conhecimentos em cartografia e meteorologia são necessários.

O curso de Oceanografia tem duração média de 5 anos, obedecendo à regulamentação estabelecida pela lei nº 11.760, de 31 de julho de 2008. Por ser um curso relativamente novo, a demanda do mercado é significativa, como veremos a seguir.

Alunos formados em Biologia, Geografia, Geologia, Química, Física ou Engenharia também podem atuar no campo da Oceanografia se fizerem uma especialização na área, como determina a lei nº 11.760.

Contudo, para quem está iniciando uma graduação agora e deseja atuar como oceanógrafo, fazer uma formação específica pode ser mais vantajoso.

Inclusive, por ser uma profissão requisitada nas cidades litorâneas de nosso país, pode ser que você tenha de se mudar para estudar e trabalhar na área. Então, vale a pena conferir algumas dicas para se organizar morando sozinho!

Como está o mercado de oceanografia no Brasil?

Sendo uma profissão nova em nosso país, como dissemos, a Oceanografia ainda enfrenta desafios decorrentes da sua pouca divulgação. Mas, aos poucos, ela já vem ocupando um lugar de destaque no Brasil.

Com uma formação interdisciplinar e holística sobre a complexa dinâmica dos oceanos e sua relação entre eles e a sociedade, o oceanógrafo é um profissional com grande capacidade de articulação, sendo necessário em um cenário de proteção dos oceanos em escala nacional e global.

Nesse sentido, aliás, vale ressaltar que, mais do que ambientalistas, as empresas buscam cada vez mais por profissionais com capacidade de diálogo para articular interesses múltiplos.

Hoje, o mercado de trabalho absorve muitos profissionais para as áreas ambientais das empresas. Negócios que fazem obras em ambientes costeiros, por exemplo, como as petrolíferas, precisam também de profissionais para avaliar impactos ambientais.

Ainda assim, a pesquisa é uma das áreas que mais fortalecem a oceanografia atualmente. Como o Instituto Oceanográfico da USP bem coloca, o setor público representa uma parte significativa do mercado de trabalho para oceanógrafos.

Diferentes órgãos — como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e unidades de conservação municipais, estaduais ou federais — contratam profissionais com concursos públicos.

O setor público também demanda profissionais para a atuação acadêmica dedicada ao ensino universitário, à pesquisa científica e à extensão. Universidades privadas, da mesma forma, empregam oceanógrafos para o ensino de graduação e para a pesquisa.

E o oceanógrafo atua ainda no ensino de maneira não formal. Isso ocorre em ações de educação ambiental de instituições do terceiro setor, organizações não governamentais, fundações e organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs).

Além disso, no litoral nordestino — onde o turismo não para de crescer, como mostra esta reportagem da Gazeta — os empreendimentos de turismo necessitam também de inovação para se manter competitivos.

Nesse cenário, os oceanógrafos também são requisitados, conciliando o bem-estar dos turistas com o equilíbrio ambiental.

Por fim, há a modelagem da circulação dos oceanos, que busca criar modelos de explicação para o movimento das correntes, ajuda a monitorar o lançamento de agentes poluentes no meio ambiente.

Além da biotecnologia, que absorve profissionais para a extração de produtos de organismos marinhos para as indústrias farmacêutica, cosmética e alimentícia. E a criação de animais marinhos (maricultura), no Sul e Nordeste, que também demanda os conhecimentos de um oceanógrafo.

Quais são as especializações disponíveis no mercado?

Por ser tão multidisciplinar, as possibilidades de especialização em oceanografia são diversas, e cada universidade oferece linhas distintas. A oceanografia biológica, por exemplo, tem linhas de pesquisa para estudo dos usos, impactos e da gestão de recursos e ecossistemas marinhos.

Nessa área, os alunos podem estudar o funcionamento e a estrutura dos ecossistemas marinhos. A oceanografia química, por sua vez, pode abranger o estudo da química orgânica marinha ou da biogeoquímica marinha.

Quem deseja estudar a circulação oceânica ou a dinâmica das plataformas continentais, pode focar na oceanografia física. Já a vertente geológica é mais focada na paleoceanografia e na evolução dos fundos marinhos.

Então, viu só como a atuação de um oceanógrafo é tão importante na preservação da biodiversidade marinha e na adequação das indústrias de extração e das atividades turísticas a modelos sustentáveis?

Agora, se você ainda tem alguma dúvida sobre o curso de Oceanografia, entre em contato conosco! Você pode preencher o nosso formulário de atendimento, acessar a FAQ institucional ou ligar no número (13) 3228-2100 entre 8hs e 20hs. Será um prazer recebê-lo!