Muitos pensam que as maiores dúvidas de um vestibulando ocorrem durante as provas. Entretanto, a verdade é que os questionamentos mais difíceis surgem ainda na escolha do vestibular. Afinal, está longe de ser fácil tomar uma decisão que poderá mudar a sua vida por, pelo menos, 4 ou 5 anos, certo?

Portanto, neste post selecionamos as principais dúvidas de um estudante na hora de se inscrever e se preparar para um vestibular. Veja se você se identifica com alguma delas e saiba como resolvê-las!

1. Como identificar o curso certo para mim?

Essa é a primeira dúvida de muitos estudantes — e, obviamente, a mais decisiva de todas. Quem chega nessa fase com ao menos alguma afinidade com a área que pretende seguir já tem meio caminho andado.

Ainda assim, é importante entender melhor o curso e, principalmente, a si mesmo. O autoconhecimento é fundamental nessa etapa, porque será mais fácil escolher um curso com base em seus interesses e objetivos.

Pergunte-se, por exemplo, a respeito do que você busca na carreira: reconhecimento, muito dinheiro ou satisfação pessoal? Trabalhar em escritórios, hospitais, eventos, bancos? Enfim, imaginar-se onde você quer estar daqui a alguns anos é um bom exercício para ajudar nessa decisão.

Suponhamos que você goste de academias e adore praticar esportes. Naturalmente, você terá uma tendência para fazer Educação Física. Caso adore números e outras Ciências Exatas, pode partir para algum curso de Engenharia, por exemplo.

Por último, para complementar as características pessoais, conheça mais os cursos que você cogita estudar. Confira suas disciplinas, o mercado de trabalho, as atribuições profissionais e outras informações importantes.

2. Ainda não me interessei por alguma área ou curso. O que fazer?

A primeira coisa é não levar a sério a opinião de quem acha que você “não gosta ou não tem vocação para nada” — esse tipo ideia mais atrapalha do que ajuda. Em vez de ouvir esses maus conselhos, o melhor é buscar mais informações.

Muitas vezes, uma leitura, uma entrevista de algum profissional reconhecido da área, um filme, um documentário ou até um podcast já pode despertar o gatilho na sua mente. Como se fosse um insight ou uma inspiração sobre a área que você pode seguir.

Mas, se esse clique não vier facilmente, ou se você não quer esperar por insights involuntários, pode adotar uma postura mais empreendedora. Você pode analisar o mercado e identificar uma oportunidade que você pode aproveitar.

Por exemplo: você percebeu que não há muitas agências de publicidade na região e, em função disso, viu que essa seria uma forma de se destacar no mercado. Assim, o curso de Publicidade e Propaganda pode ser uma boa.

Outra opção muito buscada por estudantes para descobrir um o curso ideal é fazer os bons e velhos testes vocacionais. Porém, lembre-se de não usá-los como um instrumento decisivo, mas sim como orientador, que deixará caminhos em aberto para você escolher.

3. Qual instituição de ensino escolher?

Para aqueles que já sabem qual curso fazer, a escolha da faculdade é outra dura decisão. Existem vários critérios a serem considerados antes de decidir para qual instituição de ensino prestar um vestibular.

Por isso, selecionamos e explicamos os principais. Confira:

Autorização da instituição e do curso pelo MEC

O primeiro passo é saber se a faculdade ou universidade e a graduação que você pensa em cursar são devidamente credenciadas pelo órgão regulador. Para isso, você deve acessar a página do MEC e consultar a autorização.

Verificar o IGC das instituições

IGC é a sigla para “Índice Geral de Cursos”, um indicador que avalia a qualidade das faculdades e universidades. Se você já ouviu alguma instituição se promovendo por ter nota 4 ou 5 em determinado curso pelo Enade, é a esse indicador que ela está se referindo.

Então, é melhor consultar a fonte original do que apenas acreditar na propaganda.

Custos

Fazer uma faculdade implica e um custo alto para se manter, mesmo se for em uma instituição pública. Você poderá ter gastos com transporte, habitação, cópias, alimentação, além das mensalidades, caso você opte por uma instituição privada. A boa notícia é que essas últimas podem ser amenizadas com um financiamento.

Localização

Esse detalhe é relevante porque um deslocamento muito grande pode influenciar no seu rendimento, — até porque envolve a conciliação com um futuro trabalho e gastos de locomoção. Caso seja necessária uma mudança de cidade, a situação pode ser ainda mais delicada.

4. Será que vale a pena mudar de cidade?

Esse ponto é tão delicado que destacaremos como uma das dúvidas. Isso porque muitos estudantes realmente consideram o peso que a localização da universidade tem em sua decisão.

É o caso, por exemplo, de vestibulandos que moram no interior dos estados e pensa na possibilidade de fazer o curso dos seus sonhos na capital. Nessas horas, é essencial levar em conta o quanto você está disposto a sacrificar por esse curso.

Se é uma decisão definitiva e há uma disposição firme de seguir em frente, não há motivo para se manter longe da faculdade.

Além disso, não deixe de consultar a opinião da sua família: ela é decisiva tanto na escolha do curso como da instituição. Ter seu apoio (e não necessariamente o financeiro!) para ficar longe em busca dos seus objetivos é fundamental.

Falando em família e pessoas próximas, a mudança para outra cidade pode ser facilitada caso você já tenha onde ficar, como em casas de parentes ou amigos. Isso pode reduzir ou até eliminar a necessidade de gastar com aluguel.

5. Escolho o curso mais fácil de entrar ou o que realmente quero, mas muito concorrido?

Um critério que ainda não abordamos na escolha do curso é a concorrência no vestibular. E ele tem um peso relevante, porque muitos estudantes moldam sua decisão de acordo com a dificuldade ou facilidade para entrar.

Existem aqueles que querem, por exemplo, fazer Psicologia em uma universidade federal. No entanto, por ter muita gente concorrendo, preferem prestar vestibular para o mesmo curso em uma faculdade particular, ou tentar uma graduação em outra área menos concorrida.

Essa decisão vai depender bastante da sua disposição para se dedicar aos estudos para a prova. A opção por um curso mais concorrido pode demandar gastos com cursinhos pré-vestibulares e um tempo maior para leituras. Seu esforço será do tamanho da dificuldade de passar na prova e ingressar na universidade.

6. E se eu me arrepender da minha decisão?

A incerteza é quase que uma parceira do medo, emoção que leva ao questionamento deste tópico. Afinal, é natural que a grandeza dessa escolha também revele consequências negativas. Ainda assim, é importante levar em conta que você pode não gostar do curso, ou que pode ser mais difícil do que imagina conseguir uma oportunidade no mercado de trabalho.

Também podem ocorrer problemas de relação com a universidade, os colegas e a nova cidade, caso você se mude. Além de não se culpar por isso, o que se deve ter em mente é que esse tipo de erro é comum.

Lembre-se de que a graduação escolhida não representa o único caminho que você terá na vida. É possível fazer uma troca nada traumática para outro curso ou instituição, e isso pode ser uma experiência relevante para se conhecer melhor.

Enfim, na hora da escolha do vestibular é normal que muitas coisas passem pela cabeça do estudante. Critérios como a afinidade com uma área ou curso, a opinião da família e as qualidades da instituição de ensino podem facilitar ou dificultar a decisão do vestibulando.

Isso dependerá bastante do seu autoconhecimento e, especialmente, da sua vontade de seguir um determinado caminho para a sua carreira. Quanto mais seguro estiver, menos dúvidas terá pela frente!

E aí, você se identificou com alguma dessas dúvidas durante a escolha do vestibular? Compartilhe conosco seus questionamentos!