Em 2018, os cidadãos brasileiros elegerão os novos presidente, senadores e deputados. Com a turbulência política enfrentada desde as eleições de 2014, todas as atenções estão voltadas para a escolha do novo chefe do Poder Executivo. E, embora as eleições presidenciais de 2018 possam sofrer grandes variações, alguns cenários e tendências já surgem no horizonte.

É considerável analisar a situação desde já, a fim de ter cada vez mais consciência sobre o assunto. Mas, se você não entende de política, ou quer conhecer mais sobre o que está vindo pela frente, assim como isso pode afetá-lo, siga lendo este post. Vamos tentar ajudá-lo de alguma forma, discorrendo sobre o assunto!

A eleição pós-impeachment

Em 2016, foi concluído o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Em seu lugar, entrou o até então vice-presidente, Michel Temer. Mais do que apenas influenciar a forma de comendo do Executivo, é muito provável que esse processo modifique as eleições presidenciais de 2018.

A última vez que isso aconteceu foi em 1994, com o encerramento do mandato de Itamar Franco, que substituiu o ex-presidente impedido Fernando Collor de Mello. Para 2018, pode-se esperar um cenário com um pouco mais de apreensão e agressividade.

O discurso sobre a ameaça à democracia tende a se fortalecer nesse período, assim como o de gestão incorreta, que levou ao impedimento da presidente. A promessa é que o tema seja recorrente nos debates e discussões sobre o assunto, além de mudar a forma como o eleitor se posicionará.

Ao mesmo tempo em que o tema vai acirrar os ânimos, é provável que haja um desejo coletivo em eleger um candidato que consiga concluir o seu mandato. Como um processo do tipo causa instabilidade política, econômica e social, os eleitores, provavelmente, estarão mais atentos a essa questão.

As eleições municipais de 2016

As eleições municipais de 2016 também podem ser utilizadas como um termômetro do que vem por aí em 2018.

A escolha dos prefeitos e vereadores marcou, por exemplo, uma acentuada queda de eleitos pelo PT. O partido sofreu o maior baque entre os partidos, e atingiu o menor número de prefeituras conquistadas em 20 anos. Embora o número de candidaturas também tenha diminuído, isso mostra um enfraquecimento por parte da legenda.

Isso fez com que partidos mais novos e menores ganhassem destaque nessas eleições. Mesmo que isso pareça pouco importante, a verdade é que essas legendas podem começar a ganhar expressão política e, com isso, mudar o panorama político de 2018.

O grande vencedor das eleições, por sua vez, foi o PSDB. O aumento de prefeituras e de votos ultrapassou os dois dígitos. Quem também se saiu bem foi o PMDB, que atingiu o maior número de prefeituras desde 2008.

Ao mesmo tempo, as maiores cidades do país tiveram, como vencedores, um elemento em comum: os votos brancos e nulos – além de uma taxa altíssima de ausência. Isso indica que os eleitores estão em busca de algo novo e que não estão satisfeitos com o cenário atual.

Os possíveis candidatos para as eleições presidenciais  de 2018

Ainda é cedo para falar sobre candidatos oficialmente lançados. Com tantas investigações e surpresas no cenário político, ainda não está exatamente claro quem poderá concorrer à presidência.

Mesmo assim, há alguns nomes mais cotados para disputar o cargo. Dentre eles, estão: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marina Silva (REDE), Geraldo Alckmin (PSDB), Aécio Neves (PSDB), Jair Messias Bolsonaro (PSC) e Ciro Gomes (PDT).

A ex-presidente Dilma Rousseff é citada em pesquisas espontâneas, posto que seja praticamente impossível que ela retorne para a disputa. Michel Temer, atual presidente, está inelegível por oito anos, então não poderá concorrer.

Além disso, o PMDB, partido que atualmente comanda o Executivo e o Senado, ainda não definiu o posicionamento — não se sabe se apoiará outro candidato, como em 2014, ou se lançará o seu próprio.

Quanto ao PT, o partido tentou, nos últimos dois anos, viabilizar outros nomes, como o ex-prefeito Fernando Haddad. Porém, a perda em primeiro turno de sua reeleição torna improvável que ele concorra. Como nenhum outro nome surgiu de maneira mais forte, Lula é a principal aposta do partido.

No PSDB, há um intenso racha sobre quem vai disputar o cargo de chefe do Executivo. Embora Aécio tenha ficado em segundo lugar nas eleições de 2014, é provável que Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, concorra.

As tendências para 2018

Para 2018, há grandes chances de que a polarização, tão comum em 2014, se repita — e, dessa vez, ainda mais forte. A sensação de dois partidos antagônicos duelando tende a ser mais forte e já tem dado uma prévia nas redes sociais.

Com Lula na disputa, também é bastante provável que o PT chegue ao segundo turno. De acordo com a pesquisa mais recente, ele lidera em todos os cenários de primeiro turno.

Ao mesmo tempo, há mudanças importantes. Aécio Neves caiu para o quarto lugar entre as intenções de voto, superado por Marina Silva que, caso se concretize como candidata, passará pela sua terceira disputa presidencial.

No final de 2016, Marina venceria Lula em um segundo turno. O novo panorama, entretanto, revela que, atualmente, o petista ganharia não apenas da candidata, mas também de Aécio Neves e Michel Temer.

Ao mesmo tempo, dá para observar um crescimento da direita conservadora. O flerte, com esse direcionamento político, não é só no Brasil, mas também em todo o mundo — como ilustra a vitória de Donald Trump, nos Estados Unidos.

Para as eleições presidenciais de 2018, isso se manifesta com o crescimento das intenções em Jair Bolsonaro, cujas intenções espontâneas no candidato passaram de 3,3% para 6,6%. Já no cenário estimulado, ele tem mais de 11% das intenções, ficando à frente, inclusive, de Aécio Neves.

Contudo, há dúvidas se Lula poderá se candidatar. Tendo sido transformado em réu na Operação Lava Jato, ainda não é possível afirmar que sua candidatura será realmente viável.

As eleições presidenciais de 2018 prometem ser muito disputadas e surpreendentes. Então, vale a pena ficar de olho nas transformações que vêm por aí!

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