Para muitos estudantes, a pressa de terminar uma etapa da adolescência (representada pelo ensino médio) e ingressar de vez na vida adulta, ou a pressão causada pelo vestibular, pode motivar escolhas erradas e frustrações futuras com o curso de graduação e com o seu próprio poder de decisão.

Para não ter nenhuma dúvida sobre qual faculdade escolher, você deve se fazer algumas perguntas básicas, que exigem autoconhecimento, realismo e muita pesquisa. Quer saber quais são? Continue lendo o nosso post!

“Quais são as disciplinas que tenho mais facilidade?”

A afinidade em relação a um curso de graduação pode ser identificada ainda na escola, a partir da sua relação com algumas disciplinas. Gostar de matérias como História, Português e Literatura pode apontar para uma preferência pela área de Humanas.

No entanto, é preciso ter cuidado com esse critério de escolha, porque apenas gostar de uma disciplina não significa que você será bom em uma profissão. Além disso, muitas profissões costumam trazer matérias de outras áreas. Por exemplo, será muito comum que em graduações da área de Saúde você se depare com Estatística e Cálculo.

Antes de ingressar em uma universidade, pesquise a grade curricular do curso com que você vai se deparar. Além dos sites da própria faculdade, existem guias de profissões que apresentam melhor um panorama geral de todas as carreiras e suas áreas de pesquisa.

“O que eu conheço sobre a profissão que quero seguir?”

Muitos estudantes têm dúvidas de qual faculdade escolher, principalmente por conta de informações erradas ou falsas expectativas. É muito comum que ao ingressarem em Jornalismo, por exemplo, os universitários acreditem que se tornarão os novos apresentadores do Jornal Nacional, logo após a formatura. Esse é um erro que pode comprometer toda a graduação e é a maior causa de desistência de um determinado curso.

Quando se trata do seu futuro profissional, informação nunca é demais. Utilize a internet, vá a palestras da área que deseja seguir, visite a faculdade em que deseja ingressar, assista a uma aula pública e, se possível, converse com profissionais que já possuem uma carreira bem-sucedida e também os recém-formados. Essas pessoas te apresentarão um panorama realista da profissão e o que você vai enfrentar para chegar até onde elas chegaram.

“Minhas habilidades são compatíveis com essa profissão?”

Infelizmente, mesmo com todo amor a uma área, um profissional dificilmente será bem-sucedido se não tiver as habilidades e competências que ela exige. A faculdade é um excelente local para aprimorar o que você já tem e te preparar para o mercado de trabalho, mas é preciso olhar para si mesmo e perguntar se a sua personalidade é realmente compatível com aquela profissão.

Se você não gosta de trabalhar em grupo ou falar em público, dificilmente se encontrará nas áreas de Comunicação ou de Letras. Se não consegue argumentar ou reivindicar seus direitos, pode não se dar bem como advogado. Se não gosta de lidar com pessoas ou ter contato humano, talvez não seja um bom médico. Percebeu?

Sua criação, seus valores pessoais, sua visão de mundo e as suas habilidades são fatores que influenciam diretamente na sua carreira. Muitas vezes, nos perguntamos como pessoas com pouca formação conseguem ser tão boas no que fazem, e essa é a resposta: elas encontraram a sua vocação e utilizaram o autoconhecimento para isso.

“Como está o mercado de trabalho para essa área?”

Sabemos da importância e do peso que a empatia por uma determinada profissão tem na hora de decidir qual faculdade escolher. Esse é um fator essencial, mas precisa vir aliado a uma perspectiva realista sobre o mercado de trabalho e sobre as suas exigências. Pois chegará a hora em que você terá que enfrentá-lo, e só o amor pelo que faz não será suficiente para se destacar.

Para entender o mercado e como está a sua competição, é preciso pensar sempre além. Profissões que estavam em baixa há alguns anos, hoje, são as que mais empregam e demandam profissionais competentes. Enquanto as consideradas mais tradicionais e com excelente remuneração estão saturadas de recém-formados em busca de um emprego, e com pouca perspectiva de crescimento.

Fique ligado nas tendências, por meio de revistas, internet, jornais, e, principalmente, nos cadernos de economia. E tenha em mente que nem sempre a sua formação será utilizada para um caminho tradicional. Não são poucos os exemplos de pessoas graduadas que se tornaram empreendedoras ou que mudaram de carreira no meio do percurso. Esteja aberto às possibilidades.

“Que retorno financeiro quero ter e em que ambiente quero trabalhar?”

Dinheiro não deve ser o fator principal para escolha de uma profissão, afinal, dificilmente, você será bom se não fizer o que ama. Trabalhar com desânimo, perder a ânsia de inovar e a vontade de enfrentar desafios representam o que se chama de fracasso profissional.

O ideal é que você consiga aliar um bom retorno financeiro, que lhe traga estabilidade e ajude a realizar seus projetos, com a sua satisfação pessoal. E, para fazer isso, é necessário entender quanto você poderá ganhar na sua profissão e qual o ambiente ideal de trabalho para que você se sinta um profissional pleno.

Quando se fala em remuneração, analise a média salarial da região ou estado em que você deseja atuar, se há oportunidades fora desses locais e até em outros países, qual será o salário inicial e onde estão as melhores oportunidades.

É preciso pensar também no futuro. Mesmo que um valor seja suficiente para você hoje, daqui a 5 ou 10 anos, ainda será possível construir uma família ou ter independência com esse mesmo salário?

Quando se trata do ambiente de trabalho ideal, é preciso ter cuidado também para não criar falsas expectativas. Mesmo amando a área de Contabilidade, você se vê em um escritório fechado lidando com números?

As perguntas essenciais para fazer a si mesmo são: gosto de ter contato com pessoas ou prefiro estar sozinho? Me sinto confortável com um horário de trabalho fixo ou quero ter mais flexibilidade? Prefiro trabalhar em um ambiente formal ou que tenha mais liberdade?

Todos esses fatores devem ser relevados como prós ou contras para que você encontre uma profissão com o seu perfil.

“O que está realmente motivando a minha decisão?”

Por fim, após fazer todas as perguntas apresentadas nesse artigo, sugerimos que você pergunte a si mesmo o que realmente está motivando a sua decisão. Perceba se os seus pais, amigos ou uma expectativa social não estão te levando a seguir um caminho que parece bom agora, mas que pode não te trazer felicidade.

Se a sua decisão está sendo feita para agradar outra pessoa, e não a si mesmo, é hora de repensá-la. Se a sua real motivação é ter sucesso, fique atento também se a sua escolha possibilitará que isso aconteça. O mundo real pode trazer surpresas nada agradáveis para as nossas expectativas, e algumas áreas exigem muito mais do que talento dos seus profissionais.

Independentemente de qual seja a sua escolha, procure se manter qualificado, por meio de cursos, novos idiomas, viagens de intercâmbio e qualquer experiência que te torne um profissional diferente e relevante para o mundo. No mais, se mantenha determinado e boa sorte!

E você, já enfrentou dúvidas sobre qual faculdade escolher? Está passando por essa situação agora? Compartilhe sua experiência com a gente! O espaço para comentários é todo seu. Além disso, se quiser se informar sobre o vestibular, clique aqui.